Ter, 27 de Março de 2012 10:47
Para o Ministério Público Federal, réus continuarão cometendo crimes se forem soltos
O Tribunal Regional Federal da 1ª região recebeu mais três pedidos de habeas corpus em favor de envolvidos na Operação Monte Carlo da Polícia Federal, deflagrada contra a máfia dos caça-níqueis com atuação em Goiás, Distrito Federal e mais quatro estados (ES, PA, RJ e TO). Entre os acusados estão Lenine Araújo de Souza, mais conhecido como “Baixinho”, Raimundo Washington de Sousa Queiroga, vulgo “Tartaruga Ninja” e o ex-vereador Wladmir Garcez Henrique.
Lenine é apontado pela Polícia Federal como gerente da contabilidade do jogo ilegal no entorno do DF e responsável pelo pagamento de propina a servidores públicos a mando de Carlinhos Cachoeira, líder do grupo. Wladmir Garcez é acusado de explorar máquinas caça-níqueis e funcionar como elo da quadrilha com o ex-Diretor Geral da Polícia Civil do Estado de Goiás e atual Corregedor-Geral, Delegado Aredes. Já Raimundo Queiroga, irmão de José Olímpio de Queiroga Neto, também preso na Operação, é acusado de exploração do jogo ilegal no entorno do DF e corrupção de diversos policiais, inclusive federais.
O Ministério Público Federal se manifestou contra os três pedidos de habeas corpus, alegando que a prática dos crimes arquitetados para dar suporte à exploração do jogo ilegal no Estado de Goiás teria sido conduzida de maneira diária e contínua ao longo de mais de 17 anos. “Tanto o STF quanto o STJ são uníssonos no sentido de que, uma vez demonstrada a reiteração criminosa, está justificada a manutenção da prisão preventiva decretada para a garantia da ordem pública”, explica o procurador regional da República Carlos Alberto Vilhena.
O representante do MPF também defende que a liberdade dos acusados terá como consequência a continuação dos crimes. “Se um deles for solto, poderá se tornar completamente ineficaz a prisão preventiva dos demais, tendo em vista que todos são extremamente habilidosos e facilmente poderiam dar seguimento aos negócios escusos”, finaliza.
Os habeas corpus serão julgados pela 3ª turma do TRF da 1ª Região.
Processos nº
0012963-55.2012.4.01.0000
0012599-83.2012.4.01.0000
0012487-17.2012.4.01.0000
Assessoria de Comunicação da
Procuradoria Regional da República da 1ª Região
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